Acabei de ver que dia 03 deste mês de Outubro que já vai começar, vai ser o lançamento do novo livro do Ricardo Carlaccio; "Dois Minutos de Gasolina Para a Meia Noite". Como está escrito no cartaz virtual aí, vai acontecer no Sebo do Bactéria. Se eu morasse por aquelas bandas, mesmo com a liseira que me encontro no momento eu iria aparecer para comprar o livro. Como estou bem distante o negócio vai ser pedir via correio. Como está escrito em seu blog Neal Cassady Roubou Meu Maveco “O livro tem 84 págs no formato de 12 x 18 cm e custa $$$$ 10 reais. Pra comprar, vai aí meu e-mail: ricardocarlaccio@hotmail.com". Para conhecer seus contos você pode vir em seu blog de contos e outras sacanagens As Vadias do James Brown. Mesmo com a distância vamos nessa, porque Neal Cassady Roubou Meu Maveco enquanto eu estava com As Vadis do James Brown.quarta-feira, 30 de setembro de 2009
NEAL CASSADY ROUBOU MEU MAVECO ENQUANTO EU ESTAVA COM AS VADIAS DO JAMES BROWN!!!
Acabei de ver que dia 03 deste mês de Outubro que já vai começar, vai ser o lançamento do novo livro do Ricardo Carlaccio; "Dois Minutos de Gasolina Para a Meia Noite". Como está escrito no cartaz virtual aí, vai acontecer no Sebo do Bactéria. Se eu morasse por aquelas bandas, mesmo com a liseira que me encontro no momento eu iria aparecer para comprar o livro. Como estou bem distante o negócio vai ser pedir via correio. Como está escrito em seu blog Neal Cassady Roubou Meu Maveco “O livro tem 84 págs no formato de 12 x 18 cm e custa $$$$ 10 reais. Pra comprar, vai aí meu e-mail: ricardocarlaccio@hotmail.com". Para conhecer seus contos você pode vir em seu blog de contos e outras sacanagens As Vadias do James Brown. Mesmo com a distância vamos nessa, porque Neal Cassady Roubou Meu Maveco enquanto eu estava com As Vadis do James Brown.terça-feira, 29 de setembro de 2009
domingo, 20 de setembro de 2009
PARÁGRAFO...
Não sei o que têm acontecido, não sei se o problema é comigo, com o blogspot ou simplesmente com este blog, mas não tenho conseguido colocar parágrafos nos textos escritos. Quem pouco vêm aqui e pouco lê já deve ter percebido a falta de parágrafos, ou quem sabe não tenha percebido. Os textos têm ficado assim, completamente unidos e assim dando uma impressão de que são bem mais longos do que originalmente, e ler textos longos é exatamente o que ninguém quer nessa tal de internet, no fundo isso aqui acaba sendo para muita gente como no tempo em que só víamos livros com figurinhas, pouca gente passa realmente seu tempo lendo o que um outro têm a escrever. De toda forma, não sei se é só aqui neste blog este problema com a falta de parágrafo. Se alguém tiver percebido o mesmo com seu blog ou com outros blogs e saiba resolver o problema deixa uma mensagem. Não tenho colocado poemas no blog por causa disso. Qualquer coisa, se não resolver isso, desfaço esse mundo invisível. Ou deixo como tudo está e crio outro blog.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
O FIM DE TODOS OS SONHOS.
“Finalmente aqui está um homem que não tem medo da emoção”, isso quem dizia era o velho Charles Bukowski, fã do escritor John Fante, e que depois de conseguir certa notoriedade dentro do meio editorial trabalhou duro fazendo a cabeça de seus editores para publicarem as obras do escritor. Conta-se que Bukowski exigiu a sua editora que reeditasse romances de Fante como condição para continuar publicando suas obras por tal editora. E quem era Charles Bukowski, quem ele pensava que era para exigir tal coisa a seu editor? E quem era John Fante, para ser reeditado via olhares dos outros já que em vida não conseguiu tanta notoriedade assim? Quem eles eram?! Porra, eram escritores! E escritores escrevem e pensam que escrevem, e escrevem mais ainda por causa disso e é isso que fazem, é isso que os salvam da maldita vida comum, é isso que é o paraíso para eles, e o inferno também. Porque não acreditam em vida pós-morte, se não, não estariam trabalhando tão profundamente tentado deixar suas marcas neste mundo de esquecimento em que vivemos. Eles eram escritores, e escrever foi aquilo que lhes salvavam.E o que nos salva, nós homens e mulheres comuns? O que nos salva da vida e do cotidiano de todos os dias?
“Finalmente aqui está um homem que não tem medo da emoção”. Realmente, isso é verdade, e ficou mais claro para mim depois que li 1933 Foi um Ano Ruim, livro que nem foi publicado enquanto Fante era vivo, e que só chegou aqui no Brasil nos anos 80, e que só me caiu nas mãos em Julho deste ano, depois de ir a um show que eu nem queria ir e esperar uma hora embaixo de chuva por uma cantora que eu nem queria ao menos ver ao vivo, e depois da cantora subir no palco e cantar três músicas eu ter que sair e passar uma noite esperando para realmente chegar em casa. Encontrei o livro em uma banca de revistas aberta em plena meia noite de sábado, banca de um velhinho que me olhava o tempo todo de modo desconfiado como se eu fosse roubar o livro que eu olhava como se fosse um achado, um tipo de mapa do tesouro. De toda forma foi um mapa, um mapa que levava para dentro de mim.
Em 1933 Foi Um Ano Ruim, John Fante conta de sua forma autobiográfica a estória de Dominic Molise, um adolescente muito próximo de completar 18 anos, filho de um pedreiro que há sete meses não trabalha e passa os dias dentro de um bar jogando sinuca para ganhar algum trocado para colocar dentro de casa, filho de uma mãe que passa os dias rezando para que Nossa Senhora traga um futuro melhor e o marido para dentro de casa. Dominic, neto de uma avó ranzinza que só pensa em como a América é a destruição do mundo e sonha em voltar para seu país de origem, sua casa. Dominic, irmão de um garoto de 15 anos que sonha em ser herói de filmes de caubói. Dominic, irmão de uma garota que sonha em ser freira. Dominic Molise, que sonha em se tornar jogador de baseball e que pouco a pouco é destruído pela realidade. Um sonhador, vindo da família de sonhadores, pessoas comuns que fazem este mundo continuar rodando e que por muitas vezes assistem na primeira fila ou em camarotes desorganizados seus próprios sonhos serem destruídos dia pós dia para que este mundo continue rodando e que suas vidas continuem seguindo, porque seguir é a única coisa que se pode fazer, já que desistir é visto pelos outros como caminho mais fácil e assim mais rêpuguinante.
“Finalmente aqui está um homem que não tem medo da emoção”. Realmente, um homem que não tem medo da emoção, de demonstrar emoção, sua própria emoção, e de mostrá-la aos outros. Fante, como depois o velho Bukowski, os dois escreviam retirando coisas de suas próprias vidas, livros com dados autobiográficos, vidas contadas em livros para todos no mundo ler. Eles escreviam com o que tinham, com o que sabiam, sobre o que sabiam escrever, suas próprias vidas. John Fante usava sua vida para contar suas estórias, e contar estórias é tudo o que um escritor tem a fazer, a partir daí quem lê vê o que quer ver, mais um escritor só têm isso para fazer, contar estórias, nada mais além disso. É isso o que os salva, é isso que os salvam do desaparecimento que existe dentro dos dias comuns. É isso que os levam para o paraíso.
E o que nos salva de nossos dias tão comuns? O que te liberta, o que te salva de você esquecer que você é você e não um outro que querem que você seja? O que te liberta deste mundo de esquecimentos que nos soterra diariamente e por vezes tira os sonhos de quem sonha?
Bom, uns bebem, outros fumam, uns jogam, outros fodem. Existem os que trabalham e outros que finge estudar. E eu não sei você, mas eu, eu leio.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
DISTÂNCIAS.
e. diz:
O que está lendo?
Carlozzzz diz:
"Ambição no deserto" do Albert Cossery
e. diz:
No conosco.
Carlozzzz diz:
É, tem muita gente que não o conhece. Li uma resenha sobre um outro livro deste autor; "As cores da infância", fiquei curioso, mas não encontrei. Encontrei o "Ambição..."
e. diz:
Tá gostando do livro?
Carlozzzz diz:
Sim, é bem interessante. Fala de amizade, amor, um pouco de luxúria, ambições, vida que segue e toma caminhos diferentes daqueles que você imaginava quando criança.
e. diz:
É o livro das nossas vidas.
É verdade, pode-se dizer que o livro "Ambição no Deserto" do escritor Albert Cossery é um livro de nossas vidas, é um livro que traz pedaços da vida de cada um.
O que está lendo?
Carlozzzz diz:
"Ambição no deserto" do Albert Cossery
e. diz:
No conosco.
Carlozzzz diz:
É, tem muita gente que não o conhece. Li uma resenha sobre um outro livro deste autor; "As cores da infância", fiquei curioso, mas não encontrei. Encontrei o "Ambição..."
e. diz:
Tá gostando do livro?
Carlozzzz diz:
Sim, é bem interessante. Fala de amizade, amor, um pouco de luxúria, ambições, vida que segue e toma caminhos diferentes daqueles que você imaginava quando criança.
e. diz:
É o livro das nossas vidas.
É verdade, pode-se dizer que o livro "Ambição no Deserto" do escritor Albert Cossery é um livro de nossas vidas, é um livro que traz pedaços da vida de cada um.
Cossery tece uma trama que se passa em um emirado Árabe, entre Samantar, um homem que tem como prazeres na vida contemplar a própria vida e fazer amor com jovens adolescentes, Bem Kadem, um primeiro ministro, Hicham, um músico que canta pelo simples fato de ter prazer nisso e Shaat, um tipo de fora da lei, que usa o cinismo como arma quando conversa. Contando a estória destes 4 amigos de infância que se vêem distantes demais do que pensavam em se tornar quando eram crianças, Cossery fala do amor dos homens pelas mulheres, pelo sexo, pelo prazer sexual ou pelo simples fato de viver e se deixar viver até onde a vida possa levar. Fala do amor que circunda as amizades e da vida que toma caminhos opostos daqueles que tanto se sonha quando criança.
Viver é coisa de adulto, e viver a vida é algo por vezes tão difícil de fazer, por vezes quase impossível. Cada personagem do livro tenta viver sua vida da melhor maneira, enquanto um tipo de revolução se forma trazendo quem sabe mudanças para a miserável cidade onde moram, uma cidade esquecida até pelas cidades vizinhas, pelo simples fato de não trazer petróleo embaixo de suas terras. Neste contexto de pobreza, Cossery fala sobre as ambições humanas, os sonhos de riqueza, de poder e revolução. Enquanto Samantar se preocupa com bombas que são atiradas destruindo prédios públicos da cidade e assim trazendo confusão e incertezas retirando a paz que tanto era presente à cidade, Bem Kadem pensa que com essa possível revolução traga os olhos da humanidade para seu pobre emirado.
Ambição, poder, alguns dos sentimentos que movem as sociedades. Alguns falam que "Ambição no Deserto" é um livro sobre a resistência ao capitalismo, à globalização, ao capitalismo desenfreado e todas as promessas de uma boa vida repleta de felicidades que o dinheiro pode trazer. Tudo aquilo que pode ser extremamente vazio, mas que nos faz acordar todos os dias.
Albert Cossery nasceu no Cairo em 1913 e morou em Paris por muito tempo de sua vida em um mesmo quarto de um hotel em Saint-Germain-des-Prés. Amigo de muitos escritores e intelectuais, logo se tornou um dos grandes nomes da literatura francesa contemporânea com sua técnica que ganhou certa fama de “escrever uma frase por dia” como ele mesmo falava. Cossery que era um grande defensor da preguiça publicou oito livros durante sessenta anos de vida à literatura. Faleceu aos 94 anos em 22 de junho de 2008. Alguns de seus títulos como “Ambição no Deserto”, “As Cores da Infância” e “Mendigos e Altivos” foram publicados aqui no Brasil pela Editora Conrad, e você pode dar uma conferida nos preços e pacotes que a editora seleciona com os livros do autor.

Ambição no Deserto (Une Ambition Dans Le Desert – 1984) de Albert Cossery.
Editora Conrad.
Tradução de Dorothée de Bruchard. 247 páginas.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
A PERDA DA INOCÊNCIA.
"Isso tudo, porém, é como caçar o vento. A essência dos suicídios não consistia em tristeza ou mistério, mas em simples egoísmo. As garrotas apossaram-se de decisões que é melhor deixar entregues a Deus. Tornarem-se poderosas demais para viver conosco, preocupadas demais consigo mesmas, visionárias demais, cegas demais. O que arrastavam atrás de si não era a vida, que é sempre vencida pela morte natural, mas a mais trivial lista de fatos mundanos: um relógio na parede marcando seu tique-taque, um quarto em penumbra no fim da tarde, e a afronta de um ser humano pensando apenas em si mesmo. Seu cérebro apagando-se para o resto, mas chamejante em exatos pontos de dor, feridas pessoais, sonhos perdidos. Todas as pessoas amadas retrocedem como se afastadas sobre uma grande superfície de gelo, reduzidas a pontos pretos que agitam os braços e já não se ouvem. E então a corda lançada por cima da viga, os soníferos despejados na palma da mão onde a linha da vida é longa e mentirosa, a janela aberta, o forno ligado, qualquer coisa. Elas nos fizeram participar de sua loucura, porque não podíamos deixar de repisar seus passos, repensar seus pensamentos, e ver que nenhum deles conduzia a nós. Não podíamos imaginar o vazio de uma criatura que encosta uma navalha nos pulsos e abre as veias, o vazio e a calma. E tivemos que lambuzar nossos focinhos em suas últimas pegadas, marcas de lama no chão, malas chutadas debaixo dos corpos, tivemos que respirar para sempre o ar dos quartos em que se mataram. No final, não importa quantos anos tinham ou o fato de serem garotas, mas somente que as amamos e que elas não nos ouviram chamar, ainda não nos ouvem, aqui em cima na casa na árvore, com nossos cabelos ralos e nossas barrigas moles, chamando-as para fora daqueles quartos aonde foram ficar sozinhas para sempre, sozinhas no suicídio, que é mais fundo que a morte, e onde nunca encontraremos os pedaços para tornar a juntá-las.”
______
É dessa forma que Jeffrey Eugenides termina seu romance “As Virgens Suicidas”. Dessa forma Eugenides resume linda e emocionalmente a estória inteira do livro, em uma página apenas ele resume outras 205 páginas de uma estória bela, contada com um tom melancólico de perda, de quem perde um irmão, pai ou mãe, de quem perde um amigo, de quem perde a inocência ou a simples razão de viver, de continuar. De quem perde um amor.
“As Lisbon tinhas 13 anos (Cecília), 14 (Lux), 15 (Bonnie), 16 (Mary) e 17 (Thereza)... Ninguém conseguia entender como o Sr. E a Sra. Lisbon haviam produzido filhas tão bonitas.”
“As Virgens Suicidas”, primeiro livro de Eugenides foi publicado em 1993 e em pouco tempo ganhou adaptação para o cinema por Sofia Coppola, uma bela adaptação deve se dizer. No livro, o autor conta a história da família Lisbon, uma família americana nos anos 70, e das cinco garotas que precipitadamente decidem se retirar do mundo. Narrativa contada pelos garotos da vizinhança, os garotos que eram silenciosamente apaixonados pelas meninas e que continuaram por toda a vida. Uma paixão sem resolução, como nunca foi encontrado por eles a resolução para o mistério do que as garotas carregavam dentro delas, qual tristeza tinham, embora o livro inteiro seja uma procura por um rastro, um sinal do que existia dentro das adolescentes que decidiram se matar.
“– Evidentemente, doutor – disse -, o senhor nunca foi uma garota de 13 anos.”
E como foi escrito na contracapa do livro, “As Virgens Suicidas” não é um livro triste, realmente não. “As virgens Suicidas” é uma estória de amor, contada de uma forma bela, um pouco melancólica, porque sempre existe certo tipo de melancolia em perder a inocência, em perder o sentido de viver. Mas a estória contada por Eugenides que tão belamente tenta entrar no universo feminino de uma forma profunda através das garotas Lisbon, é uma estória de amor, de garotos que se tornam adultos e ainda apaixonados por garotas de suas adolescências, pelo que elas significavam, pelo gosto doce que é ser jovem, e o amargo que é perder tudo isso de uma hora para a outra.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
INFAME!

Com dois casos detectados da gripe suína no Forte Fortaleza (seria o fim do mundo chegando?), Everton, o infame cartunista, manda a velha ignorância cearense no seu Blog Infame.
Marcadores:
Apresentando,
Blogs,
Companheiros,
H.Q.
terça-feira, 16 de junho de 2009
ADIAMENTO!!!!
Para os alunos do Modelo e do CQB, peço minhas sinceras desculpas pelo adiamento das postagens dos td´s e correções prometidos para hoje. É que amanhã vou ter uma prova de Fisiologia na faculdade e infelizmente não poderei elaborar o material. mas na sexta-feira estará disponível, no máximo. Abraços.
SOBRE CARTAS E PESSOAS.

Existe sempre alguma palavra dentro de nós, presa, escondida, nunca revelada. Existe sempre alguma coisa a ser dita sobre algo vivido, ou algo que se deixou de viver. Experiências, vida que segue sem pedir licença, o tempo que passa e as pessoas que se conhece e depois nunca mais encontramos no resto da vida. Um amor de uma noite, um amor de carnaval, um amor para sempre e depois o sempre como algo sempre a ser procurado, e nunca encontrado. O melhor amigo que você tinha quando era criança, o que era para ser para sempre e nunca mais foi encontrado. Existe sempre algo a ser dito, existe sempre algo para falar para alguém. Existe sempre tudo aquilo que eu queria te dizer, mas que nunca disse. A carta escrita e nunca enviada. A palavra nunca proferida. Tudo. Tudo que eu queria te dizer.
Tudo que eu queria te dizer é a adaptação para o teatro do texto com mesmo título da escritora Martha Medeiros, uma das boas vozes femininas da literatura contemporânea brasileira. Adaptação feita pelo grupo cearense Cia. Lai-tu. Adaptando o texto para o teatro o grupo trata da comunicação estabelecida entre as pessoas via cartas, o que você tem a falar. Essa comunicação entre missivistas que nos dias de hoje está cada vez mais distante e que para alguns parece tão irreal esperar uma carta, escrever uma carta. Por que escrever uma carta para alguém se você pode deixar tudo dito via recado de Orkut, Via e-mail?
A peça dirigida por Thiago Arrais, traz as atrizes Alexandra Marinho e Andréa Piol dialogando com os músicos Ayrton Bob Pessoa, Glauco Leandro e o público. Sobre os sentimentos guardados, tudo aquilo que por vezes se passa dentro, mas que por muitas vezes não é externado. Preconceitos, vazios, solidão, medo, força, arrependimento... Uma carta escrita para um amigo que já morreu. A carta que a mãe viva deixa explicando para os filhos como ela quer que seja depois que não estiver mais no mundo físico.
Uma bela peça bem encenada que me fez lembrar de muita coisa, de um tempo chamado antes, das várias cartas escritas e recebidas, da expectativa que já quase não existe mais em ir à caixa do correio e encontrar alguma carta, algum pedaço de alguém, algum pedaço de um coração deixado dentro de uma caixa de correio. Alguma coisa que não seja à conta do telefone, de luz, de água, do cartão... Alguma coisa mais humana, alguma coisa que possa salvar para algum tipo de humanidade. Uma peça que me fez lembrar de muitas pessoas, e como era bom conhecer pessoas por pedaços de papel.
Tudo que eu queria te dizer, teve apresentações no teatro Emiliano Queiroz, e agora está com temporada no teatro do Dragão do Mar com apresentação para a próxima sexta-feira 19 às 19h R$ 20,00/10, 00, e vale muito ser visto, tanto pelo texto, direção, atuações e música, quanto ao que a companhia está tentando fazer em criar um diálogo mais extenso e próximo entre eles e o público. É interessante a forma em que estão abertos a receber inclusive o público como co-produtores das peças.
Para mais informações quem quiser pode entrar em contato no endereço que a companhia tem, enviando cartas para Caixa Postal 2633 – Cep 60165-970 – Fortaleza – Ceará. Ou cialaitu@gmail.com
Escreva, existe sempre alguma palavra dentro de nós, presa, escondida, nunca revelada. Existe sempre alguma coisa a ser dita sobre algo vivido, ou algo que se deixou de viver. Experiências, vida que segue sem pedir licença, o tempo que passa e as pessoas que se conhece e depois nunca mais encontramos no resto da vida. Um amor de uma noite, um amor de carnaval, um amor para sempre e depois o sempre como algo sempre a ser procurado, e nunca encontrado. O melhor amigo que você tinha quando era criança, o que era para ser para sempre e nunca mais foi encontrado. Existe sempre algo a ser dito, existe sempre algo para falar para alguém. Existe sempre tudo aquilo que eu queria te dizer, mas que nunca disse. A carta escrita e nunca enviada. A palavra nunca proferida. Tudo. Tudo que eu queria te dizer.

Tudo que eu queria te dizer
Cia. Lai-tu de Teatro
Elenco: Alexandra Marinho e Andréa Piol
Direção: Silvero Pereira
Direção Musical: Ayrton Bob Pessoa.
Música Original: Ayrton Bob Pessoa e Alan Mendonça.
Músicos. Ayrton Bob Pessoa e Glauco Leandro.
Figurino: Jô de Paula.
Cenário: Celina Hissa.
Iluminação: Walter Façanha.
Design Gráfico: Camila Campos.
Fotografia: Carol Veras.
Operadora de Luz: Luiza Emrich.
Produção: José de Ipanema.
sábado, 6 de junho de 2009
MATARAM O BILL!
Nesta quinta-feira passada foi encontrado enforcado o ator David Carradine. O que de início foi pensado pela polícia que teria sido um suicídio, agora se pensa que Carradine pode ter morrido por asfixia auto-erótica, mas ainda não se sabe ao certo.De toda forma, gozando ou não, é mais um mestre que pediu para subir ou subiu sem pedir mesmo. Mais uma perda para o cinema.
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