domingo, 22 de novembro de 2009

AS CORES DO MOMENTO?

E de repente voltei a assistir televisão. E é notável os dois assuntos que foram mais comentados por essas duas semanas; o preto do Apagão, e a saia Curta cor rosa de Geise. Claro, o primeiro assunto citado, muito mais importante que o segundo.
E enquanto a (falsa?) loirinha fatura um bocado com a mídia faturando mais ainda mostrando suas roupas curtas e afins, alguns programas e jornalistas se propões realmente a criar debates, discussões sobre o assunto. Como o jornalista Rodrigo Vargas que levou o assunto para seu programa na TV e colocou um ótimo texto em seu blog O Vertebral.
Rodrigo também mandou um texto sobre o agora falecido Manoel Coelho Raposo.
Leia, vale à pena.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

ME CHAMEM REVOLUÇÃO.

Eu sou
Eu sou a mentira fingida
Em meus versos reinventada
Eu sou a tristeza contida
Nas sombras mortas do passado
Eu sou a solidão que caminha
No meio da multidão sem vida
Eu sou a rebeldia ferida
Nos complexos confins da lida
Busco nas mulheres o amor
Lírica exclusiva da minha fadiga
Eu sou a verdade incontida
No ventre da mulher querida
Eu sou a mentira reinventada
Na cara da mulher - perfídia
- Eu sou a poesia sonhada
- Em seus versos reinventada
ME CHAMEM
Enquanto houver a chama
Enquanto houver a fala
Me chamem revolução
A causa me incendeia
A chama já ilumina
Quero-me forte e sonho
Enquanto houver auroras
A causa se fizer cadente
Me sinto grito ardente
Enquanto vibrar a fala
A causa se fizer em chama
De novo a liberdade clama
Me chamem revolução.

Neste dia 10 de Novembro faleceu o escritor Manoel Coelho Raposo.

O escritor foi junto a Carlos Emílio Correa e outros companheiros um dos fundadores da Revista Literária O Saco aqui em Fortaleza.
Manoel foi escritor poeta, militante político, sociólogo, editor, jornalista. Escrevia poesia sobre a vida e suas transformações, sobre o ser social, sobre cantos de rebeldia amor e nostalgia.
Aos 76 anos Manoel Coelho foi chamado para subir. Ficou aqui uma perda para a literatura cearense.
Para ler mais venha aqui, e aqui.

domingo, 8 de novembro de 2009

RETRATO ESCRITO.

Fantasmas

Dentro de nós existe a vontade do encontro
Eu sei que existe
Talvez você já tenha passado por mim

E eu, na minha busca deixei de te achar
Talvez eu tenha passado por você e não nos percebemos

Talvez você nem exista
Ou só existe em mim
Talvez eu não exista pra você
Como um fantasma que teima em aparecer
Que não se vê, muito menos se toca...
Mas de alguma forma se sente






Texto da Dan, retirado de seu blog Um Retrato Escrito Com Pensamentos.

domingo, 18 de outubro de 2009

VERTIGO NAS BANCAS?

Quando falo que a Pixel Média Magazine foi a melhor revista de quadrinhos que rolava nas bancas, poucos são os que acreditam. Mas o fato é que depois de um ano de vida trazendo o melhor dos quadrinhos recentes para as bancas brasileiras e tendo um fim sem muitas explicações (até tentei ter uma conversa com o antigo editor da revista, mas esse nem me respondeu a mensagem) ficou um buraco nas prateleiras nas bancas nas sessões de quadrinhos. Buraco que parece que agora será preenchido pela Editora Panini com a edição mensal Vertigo. No site da editora estão falando desta edição para este mês de outubro com 5 títulos quase nos mesmos moldes da antiga Pixel Média. A revista que ainda não chegou às bancas cearenses é prometida com os títulos Hellblazer, Sandman Apresenta – A Tessaliáda, Escalpo, Vikings e Lugar Nenhum. A Panini também promete o lançamento de encadernados dos títulos DMZ, Y – O Último Homem e Freqüência Global, também títulos já lançados mensalmente pela finada Pixel.

Agora é esperar que esta promessa chegue mesmo às bancas, e que continue. Vale lembrar que a Pixel saiu de cena deixando incompletos os arcos de Hellblazer, Y - o ultimo homem e Ex Machina. Será se a Panini resolve isso pra agente? Será bem vinda a revista com título do meu selo predileto dos quadrinhos.


terça-feira, 13 de outubro de 2009

The Times They Are A-changing




Lembro dos anos sessenta quando eu ouvia Buddy Holly desde quando acordava até a hora do almoço. Depois de comer, punha uma camiseta, meus óculos de armação grossa e caminhava um pouco debaixo do sol quente até a banca do Alfredo para trocar figurinhas de alienígenas com ele. Comprava alguns exemplares antigos de gibis do Superman e voltava pra casa. Me trancava no quarto, colocava um pouco de Elvis na vitrola e ia escrever histórias de ficção científica para passar o tempo. À medida que a tarde passava, saia Elvis, entravam Troggs, Beattles, Kinks, Animals. E eu amava Bob Dillan apesar de ser só um cara com um violão e uma voz anasalada, na época muito estranho pra caras como eu. Mas o fato dele falar coisas que eu realmente achava importante me dava a impressão de que pelo menos uma pessoa nesse mundo tava realmente afim de simplificar as coisas pra mim, ao invés do contrário.



De tarde eu tomava um banho, vestia uma calça de brim, uma camisa branca por dentro, meu cinto de fivela dourada, sapatos bem engraxados, colocava meu chapéu preto meio que de lado e ia à praça conversar com outros cavalheiros que, como eu, não viam problema nenhum em tomar uma cervejinha, conversar sobre rock´n´roll, filme de terror e atrizes gostosas como Brigitte Bardot.
À noite, sempre tinha festa na casa de alguém. Havia uma loira de nome Glória. Nunca chegamos a ficar juntos, mas sei que ela tinha uma queda por mim, pois sempre estávamos a trocar olhares e ela sempre sorriu pra mim. A possibilidade de dançarmos era o que tornava aquelas noites mágicas. Um dia, consegui chamá-la para uma dança. Ela era daquelas menininhas de beleza inocente que sempre está acompanhada de suas amigas, com seu risinho tímido e meigo, de voz suave e um perfume natural e inebriante que me deixava sonhando por semanas. Eu era um garoto meio desbocado que as mães das meninas detestavam e com quem as proibiam de falar, mas com quem elas não conseguiam deixar de falar. Daqueles que causam problemas de verdade e acham muito divertido ver o circo pegar fogo. Tudo isso fazia daquele um tempo muito bom. Me lembro de como sempre achava que estava vivendo na época certa, apesar de toda a porcaria pela qual o mundo estava passando. Uma guerra falsa que era uma ameaça verdadeira, os preconceitos e a repressão. De certa forma, até aquela tensão toda era boa. Era bom ser jovem e esperto o bastante para saber e ter consciência de tudo e mesmo assim não ligar pra nada a não ser música, cinema, mulher e confusão. Eu amei minha juventude.
Só que há um problema: nada disso aconteceu. Eu não sou esse cara. Nem sei de onde ele saiu. Faz tempo que ele mora em mim, acho que ainda era garoto quando ele surgiu. Tenho uma saudade imensa desse tempo, a ponto de chorar algumas vezes, vendo as fotos de todas as pessoas com quem eu andava, lendo cartas delas, falando com uma ou outra ao telefone sobre aquelas aventuras...mas nada disso existiu. Sinto-me velho como esse cara seria hoje, mas eu não sou ele.
Como posso explicar isso? Não há outro jeito senão imaginando que esse rapaz é um eu diferente de uma realidade paralela qualquer, gritando através da sangria cósmica que existem coisas legais para serem vividas, que eu não sou tão velho quanto o mundo e as circunstâncias me fazem acreditar que sou e que eu devia jogar algumas coisas para o alto antes de ser engolido por todo o tempo que não vivi.
Quando paro pra pensar nos acontecimentos do mundo vejo que nossa época é bem parecida com aquela. Uma juventude desatenta e inconseqüente, uma ameaça nuclear assombrando os jornais e a esperança invisível de que do nada alguém muito especial apareça para mudar as coisas.
Não sei o quão triste me sinto por quase não me lembrar de nada do meu próprio passado e sentir tanta falta da vida desse meu eu alternativo. Acredito que na história jamais houve um tempo em que não se estivesse em crise. A luta pela sobrevivência nos domina, ofusca nossa percepção e liquidifica nossas aspirações e sonhos, tudo é sempre uma névoa de preocupação e o esforço é imenso por construir um amanhã que não deixa de ser incerto. Quanto mais se pensa, menos se entende como a humanidade caminha.
Mas as coisas estão mudando. Os tempos estão sempre mudando. O que não muda é o fato de que jamais saberemos no que tudo vai dar, por mais que queiramos ter o controle de tudo. E acho que os momentos do passado que nossos “eus alternativos” mais sentem saudades, nesses tempos obscuros de solidão e loucura, são daquelas noites lindas em que o espírito ficava leve ao som de músicas de amor e se podia muito bem flertar com a Glória. Sem culpa alguma, sem qualquer pudor.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

NEAL CASSADY ROUBOU MEU MAVECO ENQUANTO EU ESTAVA COM AS VADIAS DO JAMES BROWN!!!

Acabei de ver que dia 03 deste mês de Outubro que já vai começar, vai ser o lançamento do novo livro do Ricardo Carlaccio; "Dois Minutos de Gasolina Para a Meia Noite". Como está escrito no cartaz virtual aí, vai acontecer no Sebo do Bactéria. Se eu morasse por aquelas bandas, mesmo com a liseira que me encontro no momento eu iria aparecer para comprar o livro. Como estou bem distante o negócio vai ser pedir via correio. Como está escrito em seu blog Neal Cassady Roubou Meu MavecoO livro tem 84 págs no formato de 12 x 18 cm e custa $$$$ 10 reais. Pra comprar, vai aí meu e-mail: ricardocarlaccio@hotmail.com". Para conhecer seus contos você pode vir em seu blog de contos e outras sacanagens As Vadias do James Brown. Mesmo com a distância vamos nessa, porque Neal Cassady Roubou Meu Maveco enquanto eu estava com As Vadis do James Brown.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Ô CHE!!!

Lá do Blog do Nani.

domingo, 20 de setembro de 2009

PARÁGRAFO...

Não sei o que têm acontecido, não sei se o problema é comigo, com o blogspot ou simplesmente com este blog, mas não tenho conseguido colocar parágrafos nos textos escritos. Quem pouco vêm aqui e pouco lê já deve ter percebido a falta de parágrafos, ou quem sabe não tenha percebido. Os textos têm ficado assim, completamente unidos e assim dando uma impressão de que são bem mais longos do que originalmente, e ler textos longos é exatamente o que ninguém quer nessa tal de internet, no fundo isso aqui acaba sendo para muita gente como no tempo em que só víamos livros com figurinhas, pouca gente passa realmente seu tempo lendo o que um outro têm a escrever. De toda forma, não sei se é só aqui neste blog este problema com a falta de parágrafo. Se alguém tiver percebido o mesmo com seu blog ou com outros blogs e saiba resolver o problema deixa uma mensagem. Não tenho colocado poemas no blog por causa disso. Qualquer coisa, se não resolver isso, desfaço esse mundo invisível. Ou deixo como tudo está e crio outro blog.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O FIM DE TODOS OS SONHOS.

Finalmente aqui está um homem que não tem medo da emoção”, isso quem dizia era o velho Charles Bukowski, fã do escritor John Fante, e que depois de conseguir certa notoriedade dentro do meio editorial trabalhou duro fazendo a cabeça de seus editores para publicarem as obras do escritor. Conta-se que Bukowski exigiu a sua editora que reeditasse romances de Fante como condição para continuar publicando suas obras por tal editora. E quem era Charles Bukowski, quem ele pensava que era para exigir tal coisa a seu editor? E quem era John Fante, para ser reeditado via olhares dos outros já que em vida não conseguiu tanta notoriedade assim? Quem eles eram?! Porra, eram escritores! E escritores escrevem e pensam que escrevem, e escrevem mais ainda por causa disso e é isso que fazem, é isso que os salvam da maldita vida comum, é isso que é o paraíso para eles, e o inferno também. Porque não acreditam em vida pós-morte, se não, não estariam trabalhando tão profundamente tentado deixar suas marcas neste mundo de esquecimento em que vivemos. Eles eram escritores, e escrever foi aquilo que lhes salvavam.
E o que nos salva, nós homens e mulheres comuns? O que nos salva da vida e do cotidiano de todos os dias?
Finalmente aqui está um homem que não tem medo da emoção”. Realmente, isso é verdade, e ficou mais claro para mim depois que li 1933 Foi um Ano Ruim, livro que nem foi publicado enquanto Fante era vivo, e que só chegou aqui no Brasil nos anos 80, e que só me caiu nas mãos em Julho deste ano, depois de ir a um show que eu nem queria ir e esperar uma hora embaixo de chuva por uma cantora que eu nem queria ao menos ver ao vivo, e depois da cantora subir no palco e cantar três músicas eu ter que sair e passar uma noite esperando para realmente chegar em casa. Encontrei o livro em uma banca de revistas aberta em plena meia noite de sábado, banca de um velhinho que me olhava o tempo todo de modo desconfiado como se eu fosse roubar o livro que eu olhava como se fosse um achado, um tipo de mapa do tesouro. De toda forma foi um mapa, um mapa que levava para dentro de mim.
Em 1933 Foi Um Ano Ruim, John Fante conta de sua forma autobiográfica a estória de Dominic Molise, um adolescente muito próximo de completar 18 anos, filho de um pedreiro que há sete meses não trabalha e passa os dias dentro de um bar jogando sinuca para ganhar algum trocado para colocar dentro de casa, filho de uma mãe que passa os dias rezando para que Nossa Senhora traga um futuro melhor e o marido para dentro de casa. Dominic, neto de uma avó ranzinza que só pensa em como a América é a destruição do mundo e sonha em voltar para seu país de origem, sua casa. Dominic, irmão de um garoto de 15 anos que sonha em ser herói de filmes de caubói. Dominic, irmão de uma garota que sonha em ser freira. Dominic Molise, que sonha em se tornar jogador de baseball e que pouco a pouco é destruído pela realidade. Um sonhador, vindo da família de sonhadores, pessoas comuns que fazem este mundo continuar rodando e que por muitas vezes assistem na primeira fila ou em camarotes desorganizados seus próprios sonhos serem destruídos dia pós dia para que este mundo continue rodando e que suas vidas continuem seguindo, porque seguir é a única coisa que se pode fazer, já que desistir é visto pelos outros como caminho mais fácil e assim mais rêpuguinante.
Finalmente aqui está um homem que não tem medo da emoção”. Realmente, um homem que não tem medo da emoção, de demonstrar emoção, sua própria emoção, e de mostrá-la aos outros. Fante, como depois o velho Bukowski, os dois escreviam retirando coisas de suas próprias vidas, livros com dados autobiográficos, vidas contadas em livros para todos no mundo ler. Eles escreviam com o que tinham, com o que sabiam, sobre o que sabiam escrever, suas próprias vidas. John Fante usava sua vida para contar suas estórias, e contar estórias é tudo o que um escritor tem a fazer, a partir daí quem lê vê o que quer ver, mais um escritor só têm isso para fazer, contar estórias, nada mais além disso. É isso o que os salva, é isso que os salvam do desaparecimento que existe dentro dos dias comuns. É isso que os levam para o paraíso.
E o que nos salva de nossos dias tão comuns? O que te liberta, o que te salva de você esquecer que você é você e não um outro que querem que você seja? O que te liberta deste mundo de esquecimentos que nos soterra diariamente e por vezes tira os sonhos de quem sonha?
Bom, uns bebem, outros fumam, uns jogam, outros fodem. Existem os que trabalham e outros que finge estudar. E eu não sei você, mas eu, eu leio.


1933 Foi Um Ano Ruim – 1933 Was a Bad Year
John Fante
Tradução: Lúcia Brito
Editora L&PM Pocket
138 Páginas



quarta-feira, 12 de agosto de 2009

DISTÂNCIAS.

e. diz:
O que está lendo?
Carlozzzz diz:
"Ambição no deserto" do Albert Cossery
e. diz:
No conosco.
Carlozzzz diz:
É, tem muita gente que não o conhece. Li uma resenha sobre um outro livro deste autor; "As cores da infância", fiquei curioso, mas não encontrei. Encontrei o "Ambição..."
e. diz:
Tá gostando do livro?
Carlozzzz diz:
Sim, é bem interessante. Fala de amizade, amor, um pouco de luxúria, ambições, vida que segue e toma caminhos diferentes daqueles que você imaginava quando criança.
e. diz:

É o livro das nossas vidas.

É verdade, pode-se dizer que o livro "Ambição no Deserto" do escritor Albert Cossery é um livro de nossas vidas, é um livro que traz pedaços da vida de cada um.

Cossery tece uma trama que se passa em um emirado Árabe, entre Samantar, um homem que tem como prazeres na vida contemplar a própria vida e fazer amor com jovens adolescentes, Bem Kadem, um primeiro ministro, Hicham, um músico que canta pelo simples fato de ter prazer nisso e Shaat, um tipo de fora da lei, que usa o cinismo como arma quando conversa. Contando a estória destes 4 amigos de infância que se vêem distantes demais do que pensavam em se tornar quando eram crianças, Cossery fala do amor dos homens pelas mulheres, pelo sexo, pelo prazer sexual ou pelo simples fato de viver e se deixar viver até onde a vida possa levar. Fala do amor que circunda as amizades e da vida que toma caminhos opostos daqueles que tanto se sonha quando criança.
Viver é coisa de adulto, e viver a vida é algo por vezes tão difícil de fazer, por vezes quase impossível. Cada personagem do livro tenta viver sua vida da melhor maneira, enquanto um tipo de revolução se forma trazendo quem sabe mudanças para a miserável cidade onde moram, uma cidade esquecida até pelas cidades vizinhas, pelo simples fato de não trazer petróleo embaixo de suas terras. Neste contexto de pobreza, Cossery fala sobre as ambições humanas, os sonhos de riqueza, de poder e revolução. Enquanto Samantar se preocupa com bombas que são atiradas destruindo prédios públicos da cidade e assim trazendo confusão e incertezas retirando a paz que tanto era presente à cidade, Bem Kadem pensa que com essa possível revolução traga os olhos da humanidade para seu pobre emirado.
Ambição, poder, alguns dos sentimentos que movem as sociedades. Alguns falam que "Ambição no Deserto" é um livro sobre a resistência ao capitalismo, à globalização, ao capitalismo desenfreado e todas as promessas de uma boa vida repleta de felicidades que o dinheiro pode trazer. Tudo aquilo que pode ser extremamente vazio, mas que nos faz acordar todos os dias.
Albert Cossery nasceu no Cairo em 1913 e morou em Paris por muito tempo de sua vida em um mesmo quarto de um hotel em Saint-Germain-des-Prés. Amigo de muitos escritores e intelectuais, logo se tornou um dos grandes nomes da literatura francesa contemporânea com sua técnica que ganhou certa fama de “escrever uma frase por dia” como ele mesmo falava. Cossery que era um grande defensor da preguiça publicou oito livros durante sessenta anos de vida à literatura. Faleceu aos 94 anos em 22 de junho de 2008. Alguns de seus títulos como “Ambição no Deserto”, “As Cores da Infância” e “Mendigos e Altivos” foram publicados aqui no Brasil pela Editora Conrad, e você pode dar uma conferida nos preços e pacotes que a editora seleciona com os livros do autor.

Ambição no Deserto (Une Ambition Dans Le Desert – 1984) de Albert Cossery.
Editora Conrad.
Tradução de Dorothée de Bruchard.
247 páginas.